Poeta e dramaturgo (1465? – Lisboa, 1536?) – considerado o “pai do teatro em Portugal” -, o mais popular da Península Ibérica no século XVI, escrevendo em português e castelhano, retratando a sociedade portuguesa do início da centúria.

Das 44 peças que escreveu, desde monólogos à representação de novelas de cavalaria, passando pela sátira da sociedade portuguesa ou pelo teatro alegórico, destacam-se nomeadamente: “Auto da Visitação” ou “Monólogo do Vaqueiro” (1502 – cuja primeira representação marca o nascimento do teatro em Portugal), “Auto da Índia” (1509 – uma crítica ao abandono do país, em busca das riquezas do Oriente), “Quem Tem Farelos?” (1515), “Auto da Alma”, “Auto da Barca do Inferno” (1517), “Barca do Purgatório” (1518), “Barca da Glória” (1519 – peças de moralidade, numa alegoria aos vícios humanos), “Auto da Alma” (1518), “Farsa de Inês Pereira” (1523) e “Floresta de Enganos” (1536).

Colaborou ainda no Cancioneiro Geral (repositório da maior parte da produção poética portuguesa entre o fim do período literário medieval e o início do período clássico, abrangendo mais de duzentos poetas), de Garcia de Resende.

Bibliografia consultada

“História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004

Instituto Camões

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