Capitão da Índia (séculos XV e XVI). Alfaiate de profissão, chegou à Índia nos primeiros anos do século XVI, sendo suposto que tenha acompanhado Duarte Pacheco Pereira na defesa de Cochim. Após o regresso de Afonso de Albuquerque, terá tomado parte activa na tomada de Goa (1510) e na conquista de Malaca (1511), onde, por má sorte, foi deixado como prisioneiro. Durante o cativeiro, aprendeu a língua malaia e um pouco de siamês, ao mesmo tempo que ganhou a confiança do chefe local. Já em liberdade, Afonso de Albuquerque enviou-o como embaixador ao Sião, para onde seguiu num barco que levava produtos comerciais para a China, tornando-se assim o primeiro português a pisar as terras siamesas. Embora não haja muitos pormenores sobre a sua missão naquele território, sabe-se que a embaixada teve um considerável êxito junto do soberano, regressando Duarte Fernandes com presentes e uma carta destinados ao rei D. Manuel I. Ainda no Oriente, em 1537 capitaneou uma embarcação da armada de Martim Afonso, que enfrentou as forças do almirante Pat Marakar, e, já após o regresso a Portugal, foi nomeado tesoureiro do rei D. João III.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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