Segundo duque de Bragança (Chaves, 1403-Vila Viçosa, 1478). Filho de D. Afonso, conde de Barcelos e primeiro duque de Bragança, e de D. Brites de Bragança, herdou o título ducal em 1461, por morte de seu irmão D. Afonso. Em 1422, o seu avô, D. Nuno Álvares Pereira, doou-lhe o condado de Arraiolos e várias terras do Alentejo, tornando-se ainda marquês de Vila Viçosa, mercê que recebeu do rei D. Afonso V, em 1455. Embora inicialmente não fosse adepto das conquistas de Marrocos, pois defendia ser preferível um ataque a Granada, em 1437 acabou por participar na malograda expedição a Tânger. Foi governador de Ceuta, entre 1445 e 1450, e participou nas expedições ao Norte de África de 1458 e 1463. O mais rico senhor da sua época, gozou de grande influência durante o reinado de D. Afonso V, chegando a assumir a regência do reino, em 1471, quando o monarca português se empenhava na conquista de Arzila e Tânger. Dotado de um carácter diplomático e prudente, foi um dos opositores ao casamento do rei com a sua sobrinha Joana, a Beltraneja, e, embora tenha concordado com a ida do monarca a Castela para defender os direitos de sua mulher, não deixou de dar o seu parecer sobre aquele enlace, chamando à atenção dos prejuízos que daí poderiam advir.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)