Família de banqueiros e comerciantes alemães de Augsburgo (séculos XV e XVI) cujos membros mais notáveis foram Jakob (morreu em 1469), fundador da instituição bancária, e Jakob, o Rico (1459-1525), seu filho, grande impulsionador da fortuna dos Fugger, patrocinando explorações mineiras, fazendo transacções comerciais e financeiras, etc.. Os primeiros contactos da família de banqueiros com Portugal deram-se em 1493, quando o rei D. João II solicitou a participação dos Fugger numa expedição ao Catai, viagem que no entanto não se realizaria. Foi sobretudo depois do regresso de Vasco da Gama da Índia, com o primeiro carregamento de especiarias, que surgiu o interesse de Jakob Fugger sobre o comércio português. Assim, depois dos Welsers e outros mercadores alemães obterem vários privilégios em Lisboa, mediante os convénios de 1503-1504 os Fugger instalaram em Lisboa uma feitoria para transacções de especiarias. Entretanto, o monarca português estabeleceu a sua feitoria em Antuérpia, para o abastecimento de produtos do ultramar, e os Fugger passaram a manter relações com Portugal por essa via. Nos anos seguintes, na sequência da questão das Molucas, deu-se uma quebra das relações directas com Lisboa, que só seriam novamente incentivadas com Anton Fugger, líder da família após a morte de Jakob. O fim da intervenção dos Fugger nos negócios portugueses efectuou-se com os irmãos Philip Eduard e Octavian Secundus, que participaram no contrato de pimenta que, depois de ser quebrado por um dos seus representantes em Lisboa, seria feito, em 1585, entre vários mercadores de Rovelasca e Paris e Filipe II de Espanha (I de Portugal). Poucos anos depois, a condução dos interesses dos Fugger em Lisboa passaria para os seus representantes na cidade de Madrid.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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