Navegador (séculos XV e XVI). Provavelmente nascido no Porto, sabe-se que em 1518, e já com bastante experiência como piloto, se encontrava em Sevilha ao serviço do rei de Espanha. Participou como piloto-mor na viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, mas não passaria além do estreito que recebeu o nome do chefe da armada. Aproveitando o facto de estar afastado dos outros navios, revoltou-se com o apoio da tripulação, prendeu o capitão Álvaro de Mesquita, sobrinho de Fernão de Magalhães, e regressou a Espanha, onde chegou a 4 de Março de 1521. Depois de encarcerado durante alguns meses, terá sido amnistiado ou ilibado, pois recuperou o posto de piloto-mor do rei e, em 1524, era enviado à Conferência de Badajoz-Elvas, entre portugueses e castelhanos. No ano seguinte, foi encarregado de descobrir, na América setentrional, uma passagem do Atlântico para o Pacífico. Não alcançou o objectivo, mas deixou o seu nome ligado à região entre a Terra Nova e a baía de Chesapeake. Foi ainda piloto na expedição que Pedro de Mendoza efectuou ao rio da Prata em 1535. Desconhece-se a data da sua morte mas sabe-se que ainda era vivo em 1537, ano em que subiu o rio Paraná, procurando um grupo de homens que se perdera.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)