Infanta de Castela (Madrid, 1462 – Lisboa, 1530). Filha de Henrique IV de Castela e da formosa D. Joana infanta de Portugal, era conhecida como a Beltraneja. Alcunha depreciativa que aludia ao facto dos castelhanos a julgarem filha de Beltrano de la Cueva, amante da rainha, sendo este um motivo a favor da preferida dos nobres castelhanos na sucessão, a infanta Isabel, irmã do monarca. Por morte deste, os direitos da Beltraneja não ficaram assegurados. Isto apesar de existirem testemunhas que indicavam que, já no leito de morte, Henrique IV teria declarado a Beltraneja sua legítima herdeira. Desamparada em Castela, recebeu a ajuda do tio, D. Afonso V, que viu nesta situação a oportunidade de alcançar a tão desejada união ibérica. Invadiu Castela, mas foi travado na Batalha de Toro. Em Portugal, a infanta professou nas Clarissas de Coimbra, em 1480, e, como era querida e respeitada pelo povo, foi apelidada de Excelente Senhora.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)