Rainha de Portugal (Inglaterra, 1360 – Odivelas, 18 de Julho de 1415), era filha dos duques de Lencastre, neta de Eduardo III de Inglaterra e irmã de Henrique IV. Viveu a infância numa propriedade rural da família, tendo sido educada com os irmãos mais novos. Seria, aliás, a filha dilecta do pai. A 2 de Fevereiro de 1387, casou-se com D. João I, durante uma cerimónia que se realizou no Porto. Entre 1387 e 1402, teve oito filhos. Mãe daqueles que se incluíram naquela que foi chamada a Ínclita Geração. Ignora-se, contudo, qual a amplitude do papel e da influência que terá tido na educação dos filhos. Promoveu o estreitamento das relações Portugal-Inglaterra e, na corte, manteve uma série de súbditos ingleses ao seu serviço. Introduziu na corte costumes e hábitos de educação e cultura da sua terra natal. Era uma pessoa religiosa e até certo ponto dotada de espírito de cruzada contra os infiéis. Em Portugal, tentou introduzir alguns dos costumes religiosos de Inglaterra, entrando por vezes em conflito com membros do clero ao tentarem determinar quem tinha razão no cumprimento das regras. Atacada pela peste, armou os três filhos mais velhos cavaleiros nas vésperas da partida para Ceuta, uma expedição que apoiou abertamente. Foi sepultada no Mosteiro da Batalha.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)