Rainha de Portugal (Beja, 2 de Maio de 1458 – Lisboa, 17 de Novembro de 1525) de 1481 a 1495. Era filha dos infantes D. Fernando (irmão de D. Afonso V) e D. Brites (neta de D. João I). Casou, a 22 de Janeiro de 1471, com o futuro D. João II, seu primo e de quem foi companheira praticamente ao longo de toda a vida. Manteve um silencioso sofrimento quando D. João II se insurgiu contra a nobreza e assassinou o seu irmão, D. Diogo, duque de Viseu. Opôs-se, contudo, firmemente a que o bastardo D. Jorge herdasse o trono, assegurando assim a coroa ao irmão D. Manuel. Nos últimos meses do reinado de D. João II, o casal passou por grandes desentendimentos, a ponto de a rainha não assistir ao marido, quando este se encontrava no leito da morte. Com a subida de D. Manuel ao trono, a rainha, que era apegada aos bens materiais, foi bastante beneficiada, tendo visto as suas rendas aumentadas. Promoveu a hidroterapia (Hospital Termal das Caldas da Rainha), ordenou a criação das misericórdias, custeou a edição da Vita Christi, protegeu Gil Vicente e fundou conventos como o da Madre de Deus e o da Anunciada. A ela poder-se-á também dever a obra das Capelas Imperfeitas, no Mosteiro da Batalha. Foi sepultada no Convento da Madre de Deus.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)