Em 1383, com a morte de D. Fernando, sem que tivesse deixado herdeiro, Portugal, atravessando uma crise dinástica, veria a sua independência ser colocada em causa, com o país a ser invadido pelos castelhanos e sendo submetido a uma regência estrangeira.

Apoiado pelo povo e pela burguesia, o mestre de Avis, D. João (filho bastardo do rei D. Pedro I), viria a ser aclamado rei, vindo a vencer, em 1385, na Batalha de Aljubarrota, as tropas castelhanas.

Iniciava-se então a Dinastia de Aviz, que reinaria em Portugal ao longo dos dois séculos seguintes.

Em 1387, reforçando a mais antiga aliança do mundo, D. João casava com Filipa de Lencastre, neta do rei Eduardo III, de Inglaterra – já depois de haver firmado, em 1386, o Tratado de Windsor.

Desta união nasceriam os que seriam apelidados de “Ínclita Geração”: o futuro rei D. Duarte e os infantes D. Pedro, D. Henrique e D. Fernando – os quais viriam a assumir papel determinante na empresa dos Descobrimentos portugueses.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007