Dando efectivo início às viagens dos Descobrimentos em 1419, o infante D. Henrique – então nomeado pelo pai, D. João I, como governador do Algarve e, pouco depois, como administrador da Ordem dos Cavaleiros de Cristo (descendente da antiga Ordem dos Templários, que tinha por objecto o combate aos infiéis) – instalara-se em Sagres ou em Lagos, onde se rodeara de um grupo de astrónomos, cartógrafos e astrólogos, fundando a “mítica” Escola de Sagres.

Adoptaria como estratégia a exploração do Atlântico desconhecido, nomeadamente na procura da descoberta do “rio do ouro” (Senegal) – que se sabia situar-se a sul do arquipélago das Canárias –, então tido como afluente do Nilo.

Essa exploração do curso dos rios seria particularmente intensificada a partir da dobragem do Cabo Bojador, em 1434, tendo como motivação declarada a busca do lendário “Preste João”.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007