Segundo o seu cronista oficial, Gomes Eanes de Zurara, teriam sido “cinco as razões pelas quais o Senhor Infante foi movido a mandar buscar as terras da Guiné”:

(i) “saber a terra que ia além das ilhas Canárias”;

(ii) “a segunda foi porque considerou que achando-se naquelas terras alguma povoação de Cristãos, ou alguns tais portos que sem perigo pudessem navegar que se poderiam para estes reinos trazer muitas mercadorias, que se haveriam de bom mercado”;

(iii) “A terceira razão foi porque se dizia que o poderio dos mouros daquela terra de África era muito maior do que comummente se pensava, e que não havia entre eles Cristãos nem outra alguma geração […], é constrangido a querer saber o poder do seu inimigo, trabalhou-se o dito senhor de o mandar saber”;

(iv) “A quarta razão foi porque de XXXI anos que havia guerreava os Mouros, nunca achou rei Cristão […] Queria saber se se achariam em aquelas partes alguns príncipes Cristãos”;

(v) “A quinta razão foi o grande desejo que havia de acrescentar em a santa fé do nosso senhor Jesus Cristo, o trazer a ela todas as almas que se quisessem salvar”.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007