Governador da Índia (Lisboa, 1556 – Atlântico Sul, 1 de Abril de 1610), foi cognominado de Grão-capitão. Aos 16 anos, acompanhou D. Sebastião na sua primeira jornada em África. Em 1576, partiu para a Índia. Apesar de não haver muitas informações relativas aos primeiros tempos em que ficou na Índia, depois, estavam-lhe reservados grandes feitos. Submeteu o reino de Janafapatão à soberania portuguesa. Destacou-se como capitão-mor de Malabar (1599), como comandante da armada do Sul (1601-1603) e, a partir de 1603, como capitão de Malaca. Durante o cerco holandês de 1606, bateu-se valentemente ao longo dos três meses e meio que durou o cerco não descansou nem retirou as armas do corpo. A 27 de Maio de 1609 foi designado governador da Índia. Foi um governo curto, de apenas três meses, mas reza a história que fez mais do que outros em muitos anos. Chamado a Portugal, deixou Goa para trás a 26 de Dezembro de 1609 e faleceu na viagem de regresso. Os habitantes de Goa lamentaram a sua partida, o que atestou a simpatia que soube conquistar.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)