Já depois de mais uma tentativa fracassada de dobrar o cabo, no início de 1434, Gil Eanes viria a conseguir, ainda nesse mesmo ano, ser finalmente bem sucedido, transpondo o Bojador, depois de, afastando-se da costa, se aventurar no mar alto.

No que terá sido a maior realização do Infante – dada a persistência e determinação requeridas – estava finalmente quebrada a barreira física, assim como a barreira psicológica que, até então, haviam impedido a progressão para sul.

Iniciava-se também, com uma viagem ao interior do Senegal, a busca do “Preste João”.

A partir desse ponto, e uma vez dobrado o temível cabo Bojador, o desenvolvimento seria relativamente rápido, não obstante algumas interrupções.

Gil Eanes regressaria no ano seguinte, acompanhado por Afonso Gonçalves Baldaia, avançando mais 50 léguas para sul, até à Angra dos Ruivos, situada a 24º 51’ de latitude.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007