Em 1443 (antes de, no ano seguinte, finalmente descobrir o “Rio do Ouro”), Nuno Tristão chegava à ilha de Arguim, localizada a 20º 8’ de latitude Norte (ainda na actual Mauritânia), onde, por volta de 1445, seria fundada a primeira feitoria portuguesa, entreposto comercial – visando desviar o comércio transariano do Sudão Ocidental –, em que eram realizadas trocas de trigo, tecidos e cavalos por ouro em pó, marfim e, principalmente, escravos.

Daí surgiriam os nomes com que seriam designadas – durante séculos – várias regiões costeiras: Costa do Ouro, Costa do Marfim, Costa da Pimenta, Costa dos Escravos.

Mais um ano decorrido, em 1445, Dinis Dias atingia o Cabo Verde (14º 7’ de latitude, no actual Senegal), promontório que marcava o início de vastas florestas tropicais.

Em 1446 Nuno Tristão subiria o rio Geba (na actual Guiné-Bissau) numa extensão de cerca de 100 km, vindo a ser morto pelos nativos, com uma flecha envenenada.

No ano seguinte, em 1447, Álvaro Fernandes chegaria à actual Conacry (9º 8’ de latitude), transportando água do rio Senegal para o Infante D. Henrique.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007