Em Maio de 1449, as intrigas da nobreza colocariam o sobrinho (D. Afonso V) contra o tio (infante D. Pedro), vindo os seus exércitos a enfrentar-se na batalha de Alfarrobeira, na qual D. Pedro perderia a vida. As perturbações políticas imporiam uma pausa nas explorações, apenas retomadas em 1455.

Nessa ocasião, seriam contratados três navegadores italianos, os genoveses Antonio Usodimare, Antonio de Noli e o veneziano Alvise de Cadamosto, que viria a ser um precursor nos relatos de viagens.

Entretanto, em 1454, Afonso V concedera à Ordem de Cristo e ao Infante D. Henrique a administração espiritual e jurisdicional de todas as terras conquistadas ou a conquistar na Guiné, Núbia e Etiópia.

Em 1456, eram descobertas as primeiras ilhas de Cabo Verde (descoberta que se prolongaria nos anos de 1460 a 1462).

Ao falecer, a 13 de Novembro de 1460, com 64 anos, o infante D. Henrique havia sido responsável pela descoberta de cerca de 1/3 da costa africana, até ao paralelo da Serra Leoa, pela colonização da Madeira e Açores, assim como pela introdução da produção de açúcar e pelo tráfico de escravos.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007