Com D. Afonso V, o “Africano” – não obstante nova bula papal, de 1455, concedendo a Portugal o monopólio de toda a navegação e comércio na costa africana a sul do Bojador – verifica-se uma inflexão de política, centrando-se as atenções na África Árabe, com nova insistência nas investidas marroquinas, com o ataque e conquista, em 1458, de Alcácer-Ceguer (cidade fortificada, em Marrocos), ainda com a participação do Infante D. Henrique; nova tentativa, mais uma vez fracassada, em 1464, de tomada de Tânger; e, ainda em 1471, outra expedição a Marrocos, liderada pelo próprio rei, com a conquista de Arzila, ocupação de Tânger e de Larache.

O desenvolvimento das explorações marítimas seria então assegurado – a partir de 1469 – pela concessão ao mercador Fernão Gomes, atribuindo-lhe o direito exclusivo a navegar e comerciar no litoral africano, em contrapartida da descoberta de 100 léguas por ano, num período de 6 anos, e do pagamento de uma taxa anual de 300 mil reais.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007