D. João II, o “Príncipe Perfeito” – cujo reinado atravessaria o período de 1481 a 1495 – daria o decisivo impulso final para os Descobrimentos.

Ainda como príncipe – e enquanto regente, durante as ausências de D. Afonso V, nas campanhas de Marrocos e no conflito de sucessão do trono de Castela –, já desde 1475 (expirado o contrato com Fernão Gomes), contando então 20 anos, lhe fora atribuída a responsabilidade pela direcção e desenvolvimento deste grandioso empreendimento, que se assumiria então, definitivamente, como a ambição de contornar a extremidade sul de África e chegar à Índia.

Fora já D. João, um entusiástico imperialista, a negociar as pazes com Isabel I (na sequência do conflito de 1474-1479), dando origem ao Tratado de Alcáçovas (1479) – ratificado em Toledo em 1480 – pelo qual era instituída uma primeira linha divisória, horizontal, definindo a zona de expansão portuguesa, a sul do Cabo Bojador e das Canárias, ilhas cuja posse era, definitivamente, conferida a Castela.

De imediato, o regente instituiria, por carta régia de Abril de 1480 – reconhecida pelo Papa –, um novo regime marítimo, o “Mare Clausum”, que vigoraria durante cerca de 150 anos.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007

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