Paralelamente – e já depois de cinco anos de infrutíferas tentativas de exploração do curso dos rios africanos, à procura do Nilo, e do “lendário Preste João” – o rei português preparava nova expedição para dobrar finalmente a extremidade sul de África, missão de que encarregou Bartolomeu Dias (acompanhado do experiente piloto Pêro de Alenquer), que – em Agosto de 1487 – viria a partir de Lisboa, com duas caravelas de 50 toneladas e uma nau de mantimentos.

…Ao mesmo tempo que enviava, por terra, dois emissários, Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã (o qual, conhecedor do idioma árabe, atingiria a costa ocidental da Índia em 1488; na viagem de regresso a Portugal, acabaria por se ver obrigado a radicar na Abissínia, não tendo autorização para abandonar o território).

Em Outubro de 1487, a frota de Bartolomeu Dias transpunha o ponto limiar antes atingido por Diogo Cão, entrando na zona costeira da actual Namíbia.

No final do ano, os seus navios, enfrentando grandes tempestades, seriam afastados da costa, empurrados para sul. Passada a tormenta, Bartolomeu Dias decidiu navegar novamente para leste, procurando aproximar-se da costa, mas sem contudo avistar terra…

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007

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