D. Manuel começaria por encarregar também, novamente, Bartolomeu Dias, para a expedição visando a chegada à Índia, o qual praticamente inventaria as naus, combinando velas latinas e redondas.

Todavia, já com as naus prontas, o rei acabaria por entregar o comando da expedição a Vasco da Gama, incumbindo-o também de um papel diplomático e militar; a navegação era confiada nas mãos de pilotos experimentados, como eram Pêro de Alenquer e Nicolau Coelho.

A frota portuguesa partiria de Lisboa a 8 de Julho de 1497, compreendendo quatro embarcações (a nau capitânia, S. Rafael; a S. Gabriel, capitaneada por Paulo da Gama; a Bérrio, cujo capitão era Nicolau Coelho; sendo a quarta uma embarcação de mantimentos) e cerca de 170 homens.

Pouco depois, em Agosto, chegaria a Cabo Verde, a partir de onde rumou a sudoeste, para o mar alto, tal como recomendado por Bartolomeu Dias, que até aí seguira com a frota, dela se separando então, em direcção a Elmina.

A 22 de Agosto de 1497, já relativamente próxima da costa do Brasil, a expedição de Vasco da Gama chegaria mesmo a avistar aves que pareciam dirigir-se para terra.

Bibliografia consultada

– “A Viagem do Descobrimento – A Expedição de Cabral e o Achamento do Brasil”, de Eduardo Bueno, Editora Pergaminho, 2000
– “Descobrimentos – História e Cultura”, edição da Comissão Nacional Para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1987
– “História de Portugal”, de A. H. de Oliveira Marques, Palas Editores, 1980
– “História de Portugal”, de Jean-François de Labourdette, Publicações D. Quixote, 2003
– “O Império Colonial Português (1415-1825)”, de C. R. Boxer, Edições 70, 1981
– “Portugal – O Pioneiro da Globalização”, de Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, Edição Centro-Atlântico, Maio de 2007

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