Pertenceu este título a duas famílias: a dos Castros e a dos Calados. Foi primeiro titular da primeira família D. Álvaro de Castro, falecido na tomada de Arzila em 1471. Muito ligado e leal ao rei D. Afonso V, de quem foi camareiro-mor, desempenhou o cargo de fronteiro-mor de Lisboa e foi alcaide-mor da Covilhã. Obteve o título por carta de 25 de Maio de 1460, assinada por D. Afonso V. Foi segundo conde D. João de Castro, que faleceu em 1496. Sucedeu a seu pai nos bens, títulos e cargos, exceptuando o de alcaidaria da Covilhã, entregue a um irmão. Notabilizou-se na batalha de Toro, liderando a retaguarda dos exércitos portugueses. O título foi-lhe concedido por D. Afonso V no dia da morte do pai, a 24 de Agosto de 1471. Foi terceiro conde D. Pedro de Castro, falecido em 1529. Foi também fronteiro-mor de Lisboa e vedor da Fazenda tanto de D. Manuel I como de D. João III. Este último monarca o fez conde a 19 de Agosto de 1528. Foi quarto conde D. António de Castro, falecido em 1602, neto do terceiro titular. Foi alcaide-mor de Lisboa e um bravo combatente, tendo sido preso na sequência da Batalha de Alcácer-Quibir. De regresso ao reino nunca quis servir sob as ordens de Filipe I, embora tenha sido este monarca a conceder-lhe o título, por carta de 23 de Outubro de 1582.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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