Vice-rei da Índia (? – Madrid, 1647), de 1629 a 1635, foi o quarto conde de Linhares. Foi governador de Tânger entre 1624 e 1628. Teve grande sucesso nas lutas contra os mouros. Esteve à frente do governo da Índia e, durante esse período, tentou a custo preservar o prestígio e as possessões dos portugueses no Oriente. Mas passou tempos difíceis de corrupção interna e de ataques, com graves perdas por parte de Portugal em Ceilão e Mombaça. Foi durante a sua vice-presidência que se criou a Companhia do Comércio da Índia. De volta ao reino seguiu para Madrid, sendo nomeado membro do Conselho de Portugal naquela corte. Defendia que Portugal deveria ser um reino incorporado na corte espanhola, daí graves desavenças com quem achava, como o conde-duque de Olivares, que todos os domínios de Filipe III deveriam ser províncias espanholas. Na Restauração entendeu continuar fiel a Filipe III, pelo que se ausentou para Madrid.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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