Cronista (Guarda, 1440? – Lisboa, 1522?). Foi considerado o herdeiro da obra de Fernão Lopes, por ter sido incumbido de continuar a escrever a Crónica Geral do Reino. Como enviado de D. João II partiu em missões oficiais ao estrangeiro, a partir de 1482, e o monarca viria a torná-lo seu testamenteiro. Após a descoberta da América foi enviado para Barcelona, como embaixador, com o propósito de levar a cabo as negociações que culminaram com a assinatura do Tratado de Tordesilhas. Foi nomeado cronista-mor do reino, por D. Manuel, em 1497, e ainda guarda-mor da Torre do Tombo e da Livraria Régia. Concluiu as crónicas de D. Duarte, D. Afonso V e de D. João II, deixando incompleta a de D. Manuel. Foi considerado o cronista que mais reflectiu a tendência que se vivia, na época, para a centralização do poder que se processava em Portugal, identificando o poder real com o divino.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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