Foi primeiro conde D. Duarte de Castelo Branco, que viveu no século XVI e na primeira vintena do século XVII. Foi meirinho-mor do Reino, sucedendo a seu pai, e embaixador em Espanha. Preso na Batalha de Alcácer-Quibir (1578), foi um dos cinco fidalgos que o xerife de Fez libertou para regressarem ao campo de batalha a fim de procurarem o corpo de D. Sebastião e negociarem o resgate de todos os prisioneiros. No ano seguinte, fez parte da embaixada que o cardeal D. Henrique enviou a Roma, no sentido de obter junto do Papa Gregório XIII a bula que lhe permitisse casar, de forma a garantir a sucessão no reino. Tomou partido dos espanhóis em 1580 e, ao saber que o povo aclamara D. António, Prior do Crato, após a morte do cardeal D. Henrique, fugiu com muitos outros nobres para Espanha. Em 1593 foi um dos cinco governadores do Reino de Portugal nomeados por Filipe I. O mesmo rei concedeu-lhe o título, por carta de 20 de Fevereiro de 1582.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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