Governador da Índia (? – Ansiães, 1534), era filho de Diogo de Sampaio, senhor de Ansiães, Vilarinhos, Castanheira e Linhares. Foi tornado cavaleiro pelo rei, após a conquista de Arzila, e participou nas batalhas de Toro, Alcácer Ceguer e Tânger. Em 1512, partiu para a Índia, onde participou na tomada de Goa e de Adém, tornando-se governador de Cochim em 1524. Dois anos mais tarde, por morte do quinto governador (D. Henrique de Meneses), Lopo Vaz de Sampaio assumiu a governação da Índia, mantendo-se no cargo até à chegada do vice-rei Nuno da Cunha (1528). Foi eficaz na sua administração, devendo-se-lhe a conquista de Tidore, Mangalore e Bombaim, bem como a construção de diversas fortalezas. Apesar dos feitos, foi vítima de intrigas, acabando por regressar preso ao continente, sob a acusação de ter tido uma má gestão da colónia. Do cárcere enviou uma carta a D. João III, conseguindo obter o perdão real.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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