Militar (1505? – 1552). De origem fidalga, foi destinado à vida eclesiástica, que ainda iniciou, mas para fugir a um casamento não desejado embarcou para a Índia, enveredando pela carreira das armas. Serviu sob o comando de Martim Afonso de Sousa, que acompanhou na tomada de Dão e na ida a Diu, onde os portugueses obtiveram permissão para edificar uma fortaleza. Distinguiu-se no socorro ao soberano de Cota, no Ceilão, servindo, mais tarde, na armada de D. Estêvão da Gama. Nomeado capitão de Diu em 1544, ainda nesse ano obteve uma vitória sobre os cambaicos e, em 1546, combateu na Batalha de Diu. Posteriormente, em 1551, defendeu heroicamente Cochim e participou na perigosa expedição contra o rei de Chembé. Em Junho de 1552, comandava o Galeão São João, que, batido pela tempestade, naufragou junto às costas do Natal com mais de 500 pessoas a bordo. Os sobreviventes, entre os quais se encontrava o capitão, a sua mulher e dois filhos, acabaram por morrer, vítimas da fome, dos animais selvagens e dos ataques dos indígenas. O episódio foi relatado na colectânea História Trágico-Marítima (1735).

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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