Governador da Índia (Vila Viçosa, 1500 – Lisboa, a 21 de Julho de 1564). De origens nobres – um dos seus antepassados seia bastardo de D. Afonso III -, era filho de Lopo de Sousa. Fidalgo da corte, acompanhou a rainha D. Leonor, viúva de D. Manuel, quando esta regressou a Castela. Ainda por terras espanholas, em Salamanca, casou-se com D. Ana Pimentel, fidalga castelhana, e combateu ao lado do imperador Carlos V. Em 1530, foi chamado por D. João III, seu amigo de infância, para chefiar a primeira expedição colonizadora enviada ao Brasil, composta por cinco navios e cerca de 400 tripulantes.

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Regressou a Portugal em 1533, no ano seguinte a ter recebido uma mensagem de D. João III, na qual lhe era comunicada a decisão real de dividir as terras do Brasil em capitanias hereditárias (cabendo a Martim Afonso 100 léguas de costa). Manteve-se na corte até seguir para a Índia, onde foi capitão-mor e, mais tarde, governador (1542-1545). Depois desta passagem pelo Oriente, voltou novamente a Portugal, para exercer o cargo de conselheiro do rei.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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