Foi primeiro conde D. João de Meneses, cujas datas de nascimento e morte não são conhecidas, sendo certo que viveu nos séculos XV e XVI. Fez carreira militar em África, tendo estado à frente da capitania de Arzila, por ordem de D. Afonso V, confirmada mais tarde por D. João II. Depois passou para o governo da praça de Tânger. Quando D. Manuel I e Joana, a Louca, assinaram um tratado, em 1509, no qual se especificavam as respectivas conquistas em Marrocos, no documento aparece a assinatura de D. João de Meneses. Dois anos antes, porém, já tinha sido substituído em Tânger pelo seu filho mais velho, D. Duarte de Meneses. Foi comendador de Sesimbra, prior do Crato e mordomo-mor de D. João II e de D. Manuel I. Outra faceta da sua vida prendeu-se com as letras, tendo escrito diversas composições que se perderam, embora ainda algumas apareçam no Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende. Recebeu o título por carta de D. Manuel I, datada de 24 de Abril de 1499. Nas três gerações seguintes (D. Duarte de Meneses, seu filho D. João de Meneses e o filho deste, também chamado D. Duarte de Meneses) não houve sucessão no título, o que apenas ocorreu com o trineto do primeiro titular, D. Luís de Meneses, falecido em 1614. Foi, tal como os ascendentes, capitão de Tânger. Foi ainda comendador das ordens de Cristo e de Sant’Iago. O título foi-lhe concedido por Filipe I, através de carta de 4 de Novembro de 1592.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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