“A nau quinhentista portuguesa descoberta em Abril ao largo de Oranjemud, no Sul da Namíbia, corre o risco de voltar a ficar submersa a partir de 10 de Outubro, último dia para manter a céu aberto o local da escavação garantido pelo consórcio Namdeb, formado pelo Governo namibiano e pelo grupo diamantífero sul-africano De Beers.

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Estamos a trabalhar diariamente para limpar e dar continuidade à extracção de todo o material dentro do prazo e hoje mesmo conseguimos retirar a única parte da estrutura do navio que ainda está conexa”, anunciou Francisco Alves, director da divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar). “Todos os dias estamos a encontrar coisas novas – moedas, âncoras de ferro, pedaços de canhão, espadas, astrolábios e instrumentos de navegação da época -, até já perdemos a conta” ao tesouro já recuperado do navio, afirma (ver caixa). Mas é um trabalho difícil, já que o navio está “ensanduichado” entre a rocha-mãe e uma “camada extremamente dura” resultante de produtos de corrosão e oxidação misturados com pedras e algas, explica o arqueólogo. Por outro lado, há pedaços da nau dispersas numa grande área em redor.”

(via Público, de 29.09.2008)

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