Setembro 2008


Foi primeiro marquês o quarto conde de Ourém, D. Afonso, filho primogénito do primeiro duque de Bragança. Foi o primeiro marquês de Portugal, título obtido por carta de D. Afonso V, datada de 11 de Outubro de 1451. Foi um homem culto, graças às constantes viagens ao estrangeiro, designadamente a Itália, tendo tomado parte como embaixador dos concílios gerais de Ferrara, Florença e Roma, era então papa Eugénio IV. Em 1458, D. Afonso V preparou uma armada de 25 mil soldados para conquistar terras no norte de África. A armada foi organizada em Lisboa, no Porto e em Lagos, e a esta cidade algarvia todos os navios convergiram. D. Afonso partira do Porto. Dias depois, a poderosa força tomou facilmente Alcácer Ceguer, num combate em que muito se distinguiu D. Afonso. Teve um filho natural, D. Afonso de Portugal, que foi forçado por D. João II à vida eclesiástica, mas teve um filho bastardo, D. Francisco de Portugal, que viria a ser o primeiro conde de Vimioso.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Foi primeiro conde Nuno de Mendonça, cuja data de nascimento se ignora com exactidão, tendo falecido em 1632. Foi nomeado vice-rei da Índia, cargo que não aceitou, mas acedeu a coadjuvar o primeiro conde de Castro Daire, D. António de Ataíde, no governo de Portugal na Índia, designados por Filipe III. Pertenceu ao Conselho de Estado e foi presidente da Mesa da Consciência e Ordens. O título foi-lhe concedido por aquele monarca, através de carta, datada de 16 de Agosto de 1628.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cronista (século XVI). Existem poucos registos da vida do autor. Mas, parece certo que vivia em Mazagão em 1562. Escreveu Crónica e Sumário do Cerco e Combates de Mazagão, Crónica de El-Rei D. Sebastião e Crónica do Cardeal D. Henrique.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Mercador genovês (1432-?), instalou-se em Portugal, mais propriamente em Lisboa. Realizou duas viagens (1454-1455) à costa ocidental de África. O relato destas expedições  ficou registado numa carta que o próprio escreveu, datada de 12 de Dezembro de 1455.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Navegador (século XV), as suas navegações introduziram uma inovação técnica muito decisiva ao tempo, a caravela. Criado de câmara do infante D. Henrique, em 1441, ultrapassou os limites dos descobrimentos anteriores e chegou ao rio do Ouro. Dois anos depois, descobriu as ilhas Adegete e das Graças. Em 1444 atingiu o território entre o Níger e o Senegal e, em 1446, chegou ao rio Grande – que uns autores identificam como Geba outros como Gâmbia -, onde foi morto ao tentar aprisionar nativos, que lançaram setas envenenadas à tripulação.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cosmógrafo e físico italiano (século XV). Terá escrito uma missiva, em 1474, que enviou ao cónego da Sé de Lisboa, Fernão Martins, onde incluía sugestões sobre a forma mais rápida de chegar à Índia.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Foi primeiro conde D. Fernando de Mascarenhas, cuja data de nascimento não se conhece com precisão, tendo falecido em 1651. Foi capitão-general de Ceuta e de Tânger.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Arquitecto e escultor italiano ou espanhol (1500? – antes de 23 de Setembro de 1566). Em 1536, terá traçado a Igreja da Graça, de Évora. Deve-se-lhe o início da capela-mor da igreja do Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa (1540-1551) e o claustro, chamado de D. João III, no Convento de Cristo, em Tomar (1557). Já anteriormente, em 1548, por morte do sogro, Francisco de Arruda, assumiu função de todas as obras da comarca do Alentejo e dos Paços de Évora. Surgido no declinar do manuelino, foi o melhor representante em Portugal do classicismo arquitectónico.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Aventureiro (século XVII). Natural de Lisboa, seguiu para a Índia em 1605. Ali conquistou fortuna vendendo sal. Com uma vida um tanto ou quanto obscura, sabe-se que andou algum tempo embarcado, vivendo de roubos. Homem traiçoeiro, traiu todos os que o acompanharam, pelo que acabou na miséria.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Arquitecto e engenheiro italiano (Bolonha, 1520? – Lisboa, 1597). Encontrava-se ao serviço do papa, quando foi convidado para vir para Portugal. Chegou em 1577 e partiu com D. Sebastião para Alcácer Quibir. Dois anos depois já estava novamente em Lisboa. A partir de 1584, foi mestre das obras do Convento de Cristo, em Tomar. Arquitecto-mor do Reino, foi o primeiro a exercer em Portugal o ensino da arquitectura civil, em 1594. Entre as suas obras, referência ainda para a edificação da Igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora, do varandim do Paço Episcopal e do torreão do Terreiro do Paço.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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