Navegador (século XVI). Partiu para a Índia, em 1521, na armada do vice-rei D. Duarte de Meneses, onde se devia abastecer de mercadorias para levar para a China. Ruma a este país com uma vasta armada, tendo-lhe sido afundados dois navios. Percorre vários locais, como as Molucas e as Maldivas, naufraga em Bengala, ficando cativo. Perante o pagamento de um resgate integra a armada de D. Nuno da Cunha, numa tentativa frustrada de conquistar Diu. Enviado mais uma vez a Bengala fica retido, atraiçoado pelo sultão com quem ia negociar uma feitoria. No entanto, perante uma situação de guerra o sultão propôs-se oferecer a feitoria e a liberdade em troca do auxílio militar. Por fim recebe a capitania de Ormuz, uma das mais desejadas do Oriente, que conserva até 1544, após ser destituído regressa a Portugal.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)


Ao fim de quase dois anos e 475 nomes depois, assim se encerra o rol de protagonistas da grande epopeia dos Descobrimentos Portugueses, associados em particular à descoberta dos caminhos marítimos para Oriente (incluindo a exploração da costa africana). Num futuro próximo, constitui minha intenção retomar as biografias com uma nova série de protagonistas da História, neste caso afectos à presença portuguesa no Brasil.

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