As viagens portuguesas permitiram a abertura de novas rotas, o aproveitamento de novas terras e o contacto com novas civilizações. Tendo de início a orientação do Infante D. Henrique (1394-1460), que a História celebrizou como o Príncipe Navegador, os descobrimentos tiveram depois no Rei D. João II (1455-1495) o homem de pensamento superior que deu à empresa uma expressão universal. Mas o empreendimento contou também com o esforço dos homens do mar – capitães, pilotos, roteiristas, artífices e cartógrafos –, que sentiram a empresa como um imperativo nacional. Na identificação do poder soberano e da vontade colectiva, os descobrimentos assumiram-se em Portugal como a voz de uma comunidade que tinha consciência de um grande ideal.

“The Portuguese Discoverers”, from “The Discoverers”, Daniel J. Boorstin, The National Board for the Celebration of Portuguese Discoveries, Lisbon, 1987

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