Concurso “Sete maravilhas de origem portuguesa no Mundo” arranca dia 10 de Dezembro
ANA VITÓRIA

São 22 os monumentos de origem portuguesa espalhados por África, Ásia e América do Sul, que estão classificados pela UNESCO. Este legado concorre agora ao título de Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. A eleição começa dia 10 de Dezembro.

É todo um vasto património (igrejas, construções religiosas, fortes, cidadelas e centros históricos) que carrega uma inimitável marca portuguesa. Este legado, que pode ser entendido como “a primeira experiência de globalização” e que já é Património da Humanidade, concorre agora a uma nova modalidade através da qual se pretende potenciar a sua divulgação e o seu conhecimento.

“Todos esses 22 monumentos lançam luz sobre a importância do contributo dos portugueses na construção do mundo contemporâneo “, afirmou ontem, em conferência de Imprensa, António Vitorino, o comissário da iniciativa.

“Cavalgar no que foi e é o sucesso da presença portuguesa no Mundo, divulgar o conhecimento legado pelos portugueses à escala planetária” é, pois, um dos objectivos do concurso que pretende relançar um olhar mais atento “por esses monumentos que exprimem a nossa vocação pelo diálogo com o outro e que evocam a nossa história e elevam a nossa auto-estima”, disse ainda o comissário.

“Trata-se de testemunhos fundamentais da História e da Cultura portuguesas, mas também constituem expressão da forma ímpar como nos soubemos inserir em terras e comunidades muito diversificadas”, justifica, por seu turno, Luís Segadães, responsável da empresa Sete Maravilhas, a mesma que, no ano passado, promoveu o concurso das “Sete maravilhas portuguesas”.

A iniciativa da empresa New 7 Wonders Portuglal, que tem como parceiro, entre outros, o “Jornal de Notícias”, conta com o apoio de várias entidades públicas (nomeadamente o Ministério da Cultura) e privadas.

“A nossa identidade não existe apenas em torno da língua (a quinta mais falada em todo o Mundo), mas também através da linguagem arquitectónica”, defendeu, a propósito, o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro. O ministro apelou à promotora da iniciativa para que tudo faça, “e o faça com paixão”, no sentido de deixar “uma cicatriz no Mundo, ajudando a reconstruir, a divulgar e a tornar conhecido todo este património que também faz parte da nossa identidade”.

O ministro disse ainda que este projecto “deve contaminar as populações” tanto em Portugal como no seio da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e das geografias onde se inscreve esse património.

Também Andreia Galvão, subdirectora do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), manifestou-se convicta do “impacto mediático e da visibilidade pública” da iniciativa que conduzirão “a um olhar global sobre esta parte do legado português no Mundo”.

A mesma responsável realçou ainda “a importância das parcerias com diversas entidades” e “a necessidade de agir em rede”.

A eleição destas novas sete maravilhas de origem portuguesa, que começa dia 10 de Dezembro, é em tudo semelhante às suas antecessoras: a das Novas Sete Maravilhas do Mundo, que decorreu à escala mundial, e a das Sete Maravilhas de Portugal.

O processo de votação decorrerá através da Internet ou por SMS, a exemplo do que já foi aplicado aquando da eleição das 7 Maravilhas de Portugal, que mobilizou a participação de 350 mil pessoas.

Cada participante é obrigado a votar em sete monumentos, o que evita o voto condicionado.

Os resultados deste novo concurso serão revelados no dia 10 de Junho de 2009, Dia de Portugal.

(via Jornal de Notícias)

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