Militar (1661-1731). Foi primeiro marquês de Angeja, título que lhe foi atribuído por carta régia de 21 de Janeiro de 1714, e segundo conde de Vila Verde. Pertenceu a conselhos de Guerra e de Estado. Em 1692 foi nomeado vice-rei da Índia (o 34º), numa altura em que o domínio português no Oriente entrava em declínio. Conhecido pela rigidez do seu carácter, na Índia, enfrentou várias desordens internas. Já no Brasil, tomou medidas importantes, tais como a reabertura das casas monetárias no Rio de Janeiro, a restauração das fortalezas da Barra e a criação dos armazéns da Ribeira. Contribuiu igualmente para a construção de casas religiosas e fundou uma casa das “recolhidas”, a cargo da Misericórdia. Regressou à metrópole em 1699 e, onze anos depois, foi colocado no cargo de governador de Armas do Alentejo. Entre 1714 e 1718 foi nomeado para vice-rei do Brasil (o terceiro), com superintendência em todas as capitanias da América do Sul.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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