Militar e político (Juromenha, 1685-Rio de Janeiro, 1 de Janeiro de 1763). Este homem, que ficou conhecido como conde da Bobadela, era sobrinho do general com o mesmo nome, foi moço-fidalgo do Conselho de D. João V e, posteriormente, de D. José I. Ocupou o cargo de sargento-mor de Cavalaria na corte e, a 25 de Abril de 1733, foi nomeado governador e capitão-general do Rio de Janeiro.

Durante os 29 anos que se seguiram, coube-lhe governar Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Cisplatina. A ele se ficaram a dever medidas fundamentais que levaram ao desenvolvimento destes territórios, nomeadamente nas áreas das obras públicas, culturais e de assistência. A seu mando, por exemplo, entrou em funcionamento a primeira tipografia no Rio de Janeiro, a qual, mais tarde, veio a ser encerrada por ordem da corte de Lisboa. Foi, também, por sua iniciativa que se ergueram diversas construções, como o Palácio do Governo, em Minas Gerais, por onde passou grande parte da riqueza do Brasil, pois ali funcionava a Casa da Fundição e a Intendência do Ouro. Mas foi a nível militar que demonstrou maiores dotes: dominou a rebelião dos índios de 1750, ordenou a prisão dos chefes nativos e a execução de Manuel Bequimão (líder da revolta dos Colonos). Após a morte de D. João V, o marquês de Pombal incumbiu-o de estabelecimento da fronteira meridional do Brasil, desde Castilhos Grandes à Foz do Jururu, missão que o obrigou a deixar o governo do Rio de Janeiro a seu irmão José António Freire de Andrade. Face ao seu empenho e por toda a obra erguida no Brasil foi apelidado de “Pai da Pátria”. Feito conde de Bobadela, a 8 de Outubro de 1758, apenas gozou o título durante cinco anos.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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