Foi primeiro conde António de Araújo e Azevedo (1754-1817), que foi educado no Porto por um tio que o enviou para Coimbra estudar Filosofia. Mas o jovem António Azevedo desistiu e voltou ao Porto, onde se dedicou à Matemática e aos estudos históricos. Em 1779, organizou em Ponte de Lima, onde nasceu, a denominada Sociedade dos Amigos do Bem Público e planeou a canalização e desobstrução do Rio Lima, obra que não viria a executar. Bem integrado nos meios cultos da época, conheceu o duque de Lafões, que o encaminhou para a diplomacia. Foi ministro e embaixador extraordinário da corte em Haia (1787). Depois de uma passagem pela Alemanha. Em 1804 foi chamado a Portugal para ser nomeado para o cargo de ministro dos Estrangeiros e da Guerra. Dois anos após, por falecimento do conde de Vila Verde, tomou conta também do Ministério do Reino. Foi o mais convicto conselheiro da partida da corte para o Brasil, o que não lhe foi perdoado pela população, embarcando também para aquela colónia em 1808. Quando a família real regressou a Lisboa, o príncipe-regente D. João mudou o ministério e António Azevedo abandonou a vida política, mas por pouco tempo, uma vez que em 1814 foi nomeado ministro da Marinha. Foi um dos fundadores da Academia de Belas-Artes, mandando vir de França professores de grandes conhecimentos e prestígio. Por morte do marquês de Aguiar, teve que tomar conta de todas as pastas do governo. Foram muitas as lutas que o conde travou com a Cúria Romana, a mais notável das quais foi a recusa da ordem do papa Clemente XIV em readmitir os Jesuítas. Homem erudito e de bons conhecimentos científicos, publicou diversas obras. O título foi-lhe concedido em uma vida pelo então príncipe-regente D. João (futuro D. João VI) no dia 27 de Dezembro de 1815. Em 2000, o título de condessa da Barca pertencia a D. Maria da Assunção da Cunha e Meneses Pimenta da Gama.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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