Líder da revolta no Maranhão (? – 1685). Manifestou-se contra o monopólio comercial da Companhia de Comércio do Maranhão e os jesuítas. A 24 de Fevereiro de 1684, partiu do convento dos franciscanos e conduziu um grupo de colonos, iniciando assim o movimento chamado de Revolta de Beckman. Prenderam o capitão-mor, ocuparam os armazéns da companhia e fizeram prisioneiros os padres jesuítas, acusados de serem solidários com os monopolistas. Sob a direcção de Manuel Beckman, também conhecido como Bequimão, foi composto um governo provisório, e o seu irmão, Tomás Beckman, que também tomou parte na revolta, deslocou-se a Portugal para extinguir a companhia e conseguir a expulsão definitivas dos jesuítas, mas foi preso. A metrópole enviou ao Maranhão o governador, Gomes Freire de Andrade, e tropas portuguesas para resolver o conflito. Manuel Beckman conseguiu fugir e refugiou-se nos sertões do Alto Mearim. Traído pelo seu afilhado, foi enforcado a 2 de Novembro de 1685, tendo sido as suas últimas palavras: “Pelo povo do Maranhão, morro contente!”.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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