Foi primeiro marquês D. José Luís de Vasconcelos e Sousa (1740-1812), fidalgo da Casa Real, conselheiro de Estado e regedor das Justiças. Também foi desembargador do Paço, procurador fiscal da Junta dos Três Estados, deputado da Junta do Tabaco e director do Real Colégio dos Nobres. Seguiu para o Brasil com a família real em 1807, onde foi desembargador da Mesa da Consciência e Ordens. Esteve na corte de Londres diversas vezes como embaixador extraordinário. Adquiriu o título pelo casamento com D. Maria Rita de Castelo Branco Correia e Cunha, sexta condessa de Pombeiro e senhora de Belas, que recebeu o novo título por decreto de 17 de Dezembro de 1801 e carta de 13 de Janeiro de 1802. O segundo marquês foi D. António Maria Castelo Branco Correia e Cunha de Vasconcelos e Sousa (1785-1834), filho dos primeiros titulares, militar de carreira que era já capitão quando acompanhou os seus pais e a família real na viagem para o Brasil. Ali foi graduado no posto de major de Cavalaria da Linha do Brasil e, já coronel, foi ajudante-de-ordens do governador das Armas do Rio de Janeiro. Quando regressou a Lisboa passou ao Exército de Portugal, primeiro como brigadeiro, depois marechal-de-campo e tenente-general. Em 1828, D. Miguel nomeou-o seu ajudante-de-ordens. Em 2000, o título de marquês de Belas pertencia a José António de Castelo-Branco de Macedo Soares, também conde de Pombeiro.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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