Político (Cádis, 1602 – Lisboa, 1 de Janeiro de 1681). Oriundo da família Sá, a qual escreveu as primeiras páginas da história no Rio de Janeiro, era filho do português Martim de Sá e da espanhola Maria de Mendoza y Benavides. Seguindo a linhagem de dirigentes militares – tendo como avô Salvador Correia de Sá e como bisavô Mem de Sá –, tornou-se governador do Rio de Janeiro. Chegando ao Brasil em 1615, foi soldado, explorador e, em 1637, passou a governar a capitania do Rio de Janeiro. Destacou-se na consolidação da presença portuguesa no território brasileiro lutando contra os holandeses e os índios. Perdeu muitos dos bens que possuía no Peru e em Espanha, por ter aclamado D. João IV, em 1641. De novo em Portugal, em 1643 foi nomeado general das frotas do Brasil e membro do Conselho Ultramarino. Com o objectivo de resolver a questão dos holandeses em África, o Conselho Ultramarino, em 1647, decidiu organizar uma armada, sob o seu comando, então nomeado governador de Angola. Com a rendição dos holandeses, recuperou Luanda, Benguela e S. Tomé. De regresso a Lisboa, acumulou o cargo de membro do Conselho Ultramarino como de elemento do Conselho de Guerra. De 1658 até 1662, assumiu o cargo de governador e de capitão-general das capitanias do sul do Brasil. De novo em Portugal, manteve-se até à morte como membro do Conselho Ultramarino e comendador da Ordem de Cristo. Em 1678, ofereceu-se para comandar a expedição de Angola à contracosta para moderar a rebelião do régulo de Pate, perto de Mombaça, mas a idade avançada não permitiu que o seu desejo se concretizasse. Casou, no início da década de 30, com D. Catarina de Ugarte e Velasco, viúva rica de Tucumã e filha de uma distinta família crioula.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Anúncios