Foi primeiro conde Gomes Freire de Andrade (1685-1763), que foi governador do Rio de Janeiro quase 30 anos. Foi moço-fidalgo e fidalgo-escudeiro dos conselhos de D. João V e D. José. Em 1733 foi enviado para o Brasil como governador e capitão-general do Rio de Janeiro, onde mandou construir o palácio do governo, o Aqueduto da Carioca e a Fonte da Praça do Carmo. Também administrou Minas Gerais (1735) e as capitanias de Goiás, Cuiabá e Mato Grosso. Proporcionou a criação da primeira tipografia do Rio de Janeiro, o que não lhe valeu grandes encómios do governo de Lisboa, que não pretendia brasileiros ilustrados. Chegou mesmo uma ordem de encerramento da oficina, por se temer actos subversivos. Foi também diplomata de mérito, sendo notória a sua acção na definição dos limites de fronteira do Brasil com as colónias espanholas. Destacou-se igualmente como militar, ao comandar a campanha dos exércitos auxiliares e espanhóis que dominou os índios no Rio Grande do Sul, Uruguai, Buenos Aires e Sacramento. Recebeu o título por decreto de D. José, datado de 8 de Outubro e carta de 20 de Novembro de 1758. O seu irmão, José António Freire de Andrade (1708-1784) foi o segundo conde. Também esteve no Brasil, onde foi governador e capitão-general interino do Rio de Janeiro e Minas Gerais. No continente governou as Armas da Beira e, interinamente, as do Minho (entre 1766 e 1768). Foi moço-fidalgo e comendador, em duas vidas, de Nossa Senhora de Vila Velha de Ródão, na Ordem de Cristo. O título foi-lhe renovado por decreto de 2 de Maio, logo seguido de carta a 9 do mesmo mês de 1763.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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