Sertanista e militar brasileiro (Porto Calvo, 1600 – Porto Calvo, 22 de Julho de 1635), deu um considerável contributo para a expansão territorial holandesa no Nordeste brasileiro depois de 1632. Filho de pai português e de mãe indígena, educado por jesuítas, cedo se dedicou ao cultivo da cana-de-açúcar, vindo a ser dono de três engenhos. Militar brilhante e profundo conhecedor do litoral e interior de Pernambuco, foi um dos primeiros a lançar-se na luta contra os flamengos, ao lado do general português Matias de Albuquerque até 1632. Nesta altura, apesar de o inimigo contar com um considerável contingente de homens bem armados, a resistência luso-brasileira levava a cabo uma luta de guerrilha, tirando vantagens do conhecimento do terreno e do factor surpresa. Contudo, por razões pouco claras, passou para o lado dos holandeses, o que lhes permitiu a sucessiva ocupação de importantes capitanias: Paraíba, Rio Grande do Norte, Nazaré e Porto Calvo. Durante a reconquista do arraial de Porto Calvo, por ordem de Matias de Albuquerque, viria a ser enforcado e o seu corpo exposto em praça pública.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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