Militar e político português no Brasil (Monção, 1736 – Lisboa, 1794). Filho do brigadeiro Lobato Pereira de Sousa, era cavaleiro da Ordem de Cristo, fidalgo da Casa Real e senhor da Casa de Sinde. Como colaborador de Mendonça de Furtado participou, no Rio Negro, nas demarcações dos limites fixados por tratado em 1750. Posteriormente, recebeu o governo (1758) da recente capitania do Piauí, tendo organizado a sua administração e edificando vilas. Governador do Grão-Pará em 1772, mais tarde chefiou a comissão de limites com os territórios espanhóis no Norte do Brasil. Conduziu eficazmente esta missão, muito embora esta fosse frequentemente dificultada pelos desacordos entre os especialistas portugueses e espanhóis quanto à demarcação. A ele se deveu igualmente um vasto trabalho de reconhecimento geográfico da Amazónia. Depois de ter sido elevado a capitão-general de Mato Grosso, sem contudo ter exercido o cargo, o seu débil estado de saúde obrigou-o a regressar à metrópole, onde viria a ser promovido a marechal-de-campo.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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