Revolucionário brasileiro (Recife, 20 de Abril de 1779 – Recife, 15 de Janeiro de 1825). Chamava-se Joaquim do Amor Divino Rabelo, conhecido por Caneca por ser filho de um latoeiro. Educado no Seminário de Olinda, centro de difusão de ideias liberais, cedo se revelou um dos mais combativos defensores dessa causa. Aos 22 anos foi ordenado frade carmelita, no Convento do Carmo (Recife), recebendo as ordens de presbítero em 1799. Intelectual respeitado, tornou-se professor de Retórica, Geometria, Poesia e Filosofia. Participou na revolta pernambucana de 1817, o que lhe valeu ser preso e desterrado para a Baía. Libertado em 1821, fundou, dois anos depois, o jornal Typhis Pernambucano, através do qual continuou a defender a causa liberal, incitando os pernambucanos à revolta e denunciando as manobras do poder absolutista. Quando, em 1824, Dom Pedro I outorgou a Constituição, aumentou a agitação liberal em Pernambuco. Tornou-se então o líder da Confederação do Equador, movimento republicano e separatista, proclamado a 2 de Julho desse ano. A revolução foi esmagada pouco depois. Frei Caneca foi preso e condenado à morte, vindo a ser fuzilado.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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