Governador e capitão-general de Mato Grosso (vila do Ladário, Penalva do Castelo, 1739 – 1797). Oriundo de uma conceituada família da Beira, abraçou a carreira das armas, aos 18 anos, ascendendo a capitão em 1764. Nomeado quarto governador e capitão-general de Mato Grosso e Cuibá (Brasil), em 1771, embarcou pouco depois, mas a viagem seria demorada, apenas chegando ao seu destino em finais do ano seguinte. Exerceu o cargo durante 17 anos, sendo substituído pelo seu irmão João de Albuquerque. Dotado de grande ambição e energia, durante o seu governo foi responsável pela fundação de um número significativo de povoados, entre estes Albuquerque (futura cidade de Corumbá), Vila Maria de Paraguai (actual cidade de Cárceres) – que baptizou em homenagem à rainha D. Maria I –, Casal Vasco, Salinas e Viseu. Empenhou-se igualmente na defesa do amplo território, construindo diversos fortes, nomeadamente o de Coimbra e o do Príncipe da Beira, cujo nome representa uma homenagem ao príncipe D. José, filho de D. Maria I. Apesar das dificuldades, causadas não só pelos castelhanos que dominavam as terras a ocidente, mas sobretudo pelas tribos hostis, consolidou a soberania da Coroa portuguesa e expandiu consideravelmente os limites do território brasileiro, definindo parte da actual fronteira do país. Regressado a Portugal, D. Maria nomeou-o conselheiro de Capa e Espada do Conselho Ultramarino e cavaleiro da Ordem de Cristo, fixando-se em Lisboa para desempenhar essas funções.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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