Governador do Pará (séculos XVIII e XIX). Cavaleiro da Ordem de Malta, foi capitão-de-fragata do Corpo de Marinha Real. Nomeado governador do estado do Grão-Pará e Rio Negro, em 1790, teve uma fecunda administração, ocupando o cargo até 1803. Promoveu a paz entre os indígenas e colonos e conseguiu a liberdade total dos nativos, com a abolição, em 1798, do regime do Directório. Promoveu e regulamentou o comércio, organizou as relações mercantis com Mato Grosso e Goiás, e incentivou a agricultura, sendo o responsável pela introdução do arado. Importando escravos de África para suprimir a falta de mão-deobra, fundou várias cidades e estabeleceu escolas em regiões do interior e em Belém, cidade onde fez grandes melhoramentos. Na capital, em 1798 criou um jardim botânico, onde passaram a ser feitas experiências com exemplares da flora nacional e estrangeira. Tendo em vista a defesa da costa e a ampliação do território com a tomada da Guiana Francesa, organizou o Arsenal da Marinha, mandando construir várias fragatas e outros navios de guerra. Deve-se-lhe ainda a instituição da festa de Nossa Senhora da Nazaré, um dos mais importantes cerimoniais no Brasil.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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