Militar (séculos XVI e XVII). Oficial do Exército, foi por vezes confundido com o seu filho e homónimo, que enveredou igualmente pela carreira das armas e, tal como o pai, se revelou um notável militar. Sabe-se que Diogo Gomes de Figueiredo (pai) lutou contra os holandeses na Baía (1624) e que três anos mais tarde integrava a armada que naufragou ao largo da costa francesa. Participou ainda na Guerra da Restauração, falecendo em 1685, já com a patente de general de Artilharia. Deixou obra poética e dois volumes sobre o manejo das armas: Livro da Destreza das Armas, que ficou inédito, e Memorial da Prática do Montante, que dedicou ao príncipe D. Teodósio (filho de D. João IV), de quem foi mestre. Existem no entanto dúvidas de atribuição de autoria entre pai e filho, por exemplo no que respeita ao Parecer, obra que aliás já foi referida como pertencente a um terceiro homónimo.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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