Princesa regente do Brasil (Rio de Janeiro, 29 de Julho de 1846 – Castelo d’Eu, França, 14 de Novembro de 1921). Filha de D. Pedro II e de D. Teresa Cristina Maria de Bourbon, foi educada para governar (os dois irmãos varões morreram na infância). Inteligente e virtuosa, foi também uma noiva apaixonada. Em 1864, casou-se com Luiz Filipe Gastão Orleans, conde d’Eu. No entanto, a felicidade da princesa foi esmorecendo, por não conseguir herdeiros. Submeteu-se a vários tratamentos, sem que os resultados surgissem. A certa altura, em 1868, acompanhada do conde d’Eu, resolveu experimentar um tratamento com as águas minerais de Caxambu, em Minas Gerais. Depois de lá ter permanecido durante algum tempo, regressou à corte mais alegre e de esperanças. Se foi aquela a cura ou não, não se sabe. O certo é que teve três robustos varões. Entretanto, bem antes do que estava à espera, aquando das prolongadas viagens do imperador seu pai, foi regente por três vezes, de 1871 a 1872, de 1876 a 1877 e de 1887 a 1888. Períodos curtos, mas que chegaram para deixar o seu nome para sempre associado à história do Brasil devido às medidas que tomou. Assinou a Lei do Ventre Livre, que libertou os filhos dos escravos, e, em 1888, a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão negra no Brasil. Como consequência desta medida, recebeu o cognome de a Redentora. Entre várias distinções, foi-lhe concedida a Ordem de Santa Isabel, de Portugal. Com a queda do regime monárquico, acompanhou a família no exílio.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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