Junho 2009


Investigador (Alemanha, 1610 – Angola, 1644). Formado na Universidade de Leiden (Holanda), em 1636, dedicou-se à História Natural, Astronomia e Medicina. Dois anos mais tarde partiu para Pernambuco, ao serviço do conde de Nassau, governador holandês do Brasil. Dedicou-se ao estudo e descrição de plantas e animais, ao levantamento cartográfico do Nordeste brasileiro e à astronomia. Em África deu continuidade aos estudos que havia iniciado na América. Publicou o primeiro estudo científico da especialidade do Brasil (Historia Naturalis Brasiliae), para além de vários mapas e inúmeras cópias de desenhos. Uns perderam-se, outros encontram-se na Academia de Ciências de Leninegrado.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Sertanista e militar brasileiro (Pernambuco, 1548-1618). Filho de Jerónimo de Albuquerque e de Maria Arcoverde, conquistou a área do actual Rio Grande do Norte e fundou a cidade de Natal (1599), conseguindo afastar os franceses, fazendo as pazes com os índios. Como forma de reconhecimento foi-lhe atribuído o título de fidalgo. Mais uma vez derrotou os franceses e expulsou-os do Maranhão, em 1613. Nomeado capitão-mor deste território, acrescentou ao seu nome o apelido Maranhão. Foi governador desta região até à data da sua morte.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Militar (Lisboa, ? – Lisboa, 3 de Fevereiro de 1677). Militar de carreira, serviu em Itália, Malta e Flandres, tendo ainda lutado contra os holandeses no Brasil. Com a Restauração assumiu o posto de mestre-de-campo-general, tendo tomado parte na defesa da fronteira nas Beiras. Governador da praça de Elvas, enfrentou o cerco de D. Luís de Haro (1658), tendo depois, com o marquês de Marialva, alcançado a vitória das Linhas de Elvas (1659), o que lhe valeu ser elevado a conde de Vila Flor. Na invasão do Alentejo, em 1663, venceu também a batalha do Ameixial. Para além de governador da Relação e Casa do Porto, foi nomeado vice-rei do Brasil, mas morreu antes de tomar posse.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Militar (?-1688). Em 1640, na América espanhola, em colaboração com outros portugueses, planeou apoderar-se das galés espanholas carregadas de prata e fugir para Portugal, pelo que foram descobertos e presos. Conseguiu libertar-se e regressar à pátria. Foi governador de Olivença, combateu no Brasil contra os holandeses e na batalha de Castelo Rodrigo (1664), onde fez levantar o cerco dos espanhóis.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Bibliógrafo (Lisboa, 1682 – Lisboa, 1772). Sacerdote em 1724, tornou-se abade de Sever (concelho de Santa Marta de Penaguião) em 1728. Foi um dos sócios fundadores da Academia Real da História Portuguesa (1720), extinta em 1737. Criou uma valiosa biblioteca, que o próprio organizou e que reunia mais de quatro mil obras, bem como uma colecção de mapas e retratos. Ofereceu todo o seu espólio ao rei D. José I, que o recompensou financeiramente. Quando, em 1808, se deu o êxodo da família real para o Brasil, levaram na bagagem este acervo bibliográfico, que viria a constituir a base da actual Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Entre as suas obras consta o monumental guia de investigação e um dos mais importantes instrumentos de trabalho da cultura portuguesa Bibliotheca Lusitana (1741-1759), já reeditada, e ainda Memórias para a História de Portugal que Compreendem o Governo d’El-Rei D. Sebastião (1736-1751).

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Político brasileiro (Baía, 16 de Julho de 1756 – Rio de Janeiro, a 20 de Agosto de 1835). Economista, jornalista e professor, era filho de um arquitecto e, como tal, teve a possibilidade de crescer no meio de letrados. Talvez por isto, em tenra idade revelou uma grande apetência pelos estudos, o que confirmaria, anos mais tarde, na Universidade de Coimbra, onde estudou e, depois, leccionou Grego e Hebraico. Quando regressou ao Brasil, a Salvador da Baía, dedicou-se ao ensino de Filosofia e Moral. Mas, para o fundador do jornal Conciliador do Reino Unido, estava destinada uma outra batalha – a do desenvolvimento do Brasil. Quando a corte de D. João VI se transferiu para o Brasil, e numa altura em que já se tinha destacado pela publicação de várias obras, caiu nas graças do monarca, ao ponto de o influenciar (em 1808) a abrir todos os portos do Brasil às nações amigas (no momento, pelas circunstâncias, apenas à Inglaterra), passo que veio a revelar-se fundamental para a independência. Um dos seus dotes (que terá pesado no convencimento do rei) era, sem dúvida, o dom da oratória. Sem nunca abandonar o ensino – nesse mesmo ano de 1808, foi criada, na Baía, a disciplina de Ciência Económica, cabendo-lhe a regência, muito bem remunerada -, viria, já depois da independência, a ser o principal responsável pela elaboração do novo Código Comercial. Com o título de visconde de Cairu, que lhe foi atribuído, já depois da independência, em 1826, impulsionou a agricultura e o comércio, ao mesmo tempo que continuou a desenvolver uma vasta actividade intelectual, até à sua morte.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Sertanejo português no Brasil (século XVIII). Dedicou-se a explorar o território, tendo partido com alguns amigos de Cuiabá até ao Amazonas. Realizou a ligação fluvial entre o Mato Grosso e o Pará, a última das grandes explorações geográficas do Brasil.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Protestante (Borgonha, 1534 – Berna, 1611). Pertenceu ao grupo que rodeava Calvino. Era precisamente ainda estudante de Teologia quando Calvino o indicou para participar numa viagem de um grupo de protestantes franceses ao Brasil. Entre 1557 e 1558, permaneceu no Rio de Janeiro. Foi durante este período que recolheu material para uma das mais significativas obras sobre o Brasil, com o seguinte título Histoire d’un Voyage Fait en la Terre du Brésil, Autrement dite Amérique.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Militar (1646 – Lisboa, 1707). Tomou parte nas guerras da Restauração, sendo capitão de Cavalaria na altura da Batalha do Ameixial. Em 1688, tornou-se governador de Angola e em 1694 do Brasil. Passou a general de Cavalaria em 1704. No fim da vida, exerceu as funções de governador do Algarve.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Bandeirante brasileiro (1608-1681). Desbravou os sertões do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Ajudou a expulsar os holandeses das vilas do litoral brasileiro. A convite de D. Afonso VI e de D. Pedro II iniciou, no Brasil, o ciclo mineiro: a bandeira por ele organizada (1674-1681), em que investiu quase todos os seus haveres, abriu caminho nos sertões de Minas Gerais, onde pouco depois se encontraram as famosas jazidas auríferas. Durante a sua bandeira, teve de enfrentar alguns contratempos, entre os quais uma conspiração da qual fazia parte o seu filho, que acabou por mandar enforcar.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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