Foi primeiro conde D. Vasco Mascarenhas, nascido nos inícios do século XVII e falecido em 1678. Alcaide-mor de Óbidos, serviu os Filipes e do terceiro daqueles recebeu o título, por carta de 22 de Dezembro de 1636. Esteve no Brasil por duas vezes, antes de regressar ao reino para aderir à causa da independência em 1640. D. João IV nomeou-o governador do Algarve, depois do Alentejo. Era governador das Armas do Alentejo quando resolveu atacar os espanhóis, tomando Valverde. Tentou conquistar Badajoz logo de seguida, mas não o conseguiu. Esteve depois preso por ordem do rei, que o desagravou em 1646, entregando-lhe de novo o governo do Algarve. Seis anos decorridos foi nomeado vice-rei da Índia (o 27º), mas o seu governo, marcado por excessiva severidade, não foi feliz, provocando inclusive uma revolta. De novo em Lisboa, D. Afonso VI fê-lo membro do Conselho de Estado e em 1663 nomeou-o vice-rei do Brasil (o 2º), onde o seu trabalho foi bem mais conseguido do que na Índia, designadamente no âmbito dos negócios públicos. Regressou ao reino para exercer o cargo de estribeiro-mor da rainha D. Maria Francisca Isabel de Sabóia, que foi mulher de D. Afonso VI e depois de seu irmão, D. Pedro II.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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