Agosto 2009


Militar e explorador alemão (século XVIII). Serviu no Brasil, nas operações de demarcação da fronteira do Norte, onde colaborou com Mendonça de Furtado. Foi o responsável pelo traçado da vila de Barcelos, capital de São José de Rio Negro, e pela fundação de pequenas povoações no território. Conseguiu vencer os espanhóis na zona do rio Branco, ali edificando o forte de São Joaquim. Além da execução de diversos mapas e plantas, teve uma forte actividade política e de negociação junto dos índios, sendo considerado um dos mais eficazes estrangeiros contratados para actuar na região amazónica.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Governador-geral do Brasil (séculos XVI e XVII), entre 1617 e 1621. Durante a sua administração, foi o responsável pela execução de um inventário sobre os estrangeiros que viviam no território brasileiro e defendeu as capitanias, tendo mandado erigir uma fundição para material de guerra. Residiu durante três anos em Olinda, pois, para ele, esta era a capital autêntica do Brasil.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Governador-geral do Brasil (séculos XVI e XVII). Alcaide-mor de Mina, assumiu a administração do Brasil em 1612, estabelecendo-se provisoriamente o seu governo em Pernambuco. Mantendo-se no cargo até 1617, organizou duas expedições para combater o invasor francês, que ocupava o Maranhão. A primeira, em 1613, fracassou nos seus intentos, mas com a segunda obteve a vitória de Guaxanduba (1614) e obrigou os franceses a abandonar o Brasil.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Naturalista e escritor (? – Brasil, 1592). Não se sabe ao certo a data de nascimento e a sua naturalidade, sendo provável que tenha vindo ao mundo em Lisboa ou no Ribatejo, entre 1540 e 1550. Com 20 ou 30 anos, embarcou com a expedição capitaneada por Francisco Barreto, que levava como destino Moçambique, mas foi parar ao Brasil. Chegado a Salvador, em 1569, ali se estabeleceu e criou fortuna, regressando ao reino em 1584, para requerer a concessão de jazidas de ouro e pedras preciosas no rio de São Francisco. Voltou ao Brasil em 1591, já com licença para a exploração de minas e os cargos de governador e capitão-mor dos territórios por ele descobertos. É de sua autoria o Tratado Descritivo do Brasil (1587), um extenso e valioso relato da geografia, da fauna e da flora da região, bem como dos costumes dos nativos.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Governador-geral do Brasil (? – 1611). Terceiro senhor de Beringel, em 1608 obteve de Filipe II (III de Espanha) o título de marquês de Minas, embora essa mercê não tenha sido utilizada na sua pessoa, mas sim no seu neto. Governador da Baía em 1591, recebeu amplos poderes para desenvolver a colónia. Para ali levou consigo funcionários da administração e gente para a defesa das capitanias. Foi depois capitão-general das capitanias de São Vicente, Espírito Santo e Rio de Janeiro, tendo recebido a concessão das minas que descobrisse durante cinco anos.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Capitão-general do Brasil (Lisboa, 6 de Abril de 1644 – Lisboa, 1728), foi segundo marquês das Minas. Iniciou a carreira militar aos 13 anos, vindo a distinguir-se durante as campanhas da Restauração. General-de-batalha em 1665, foi governador das Armas de Entre Douro e Minho, governador-geral do Brasil (1684-1687) e presidiu a Junta do Tabaco (1698-1704). Com o eclodir da Guerra da Sucessão de Espanha, foi nomeado governador das Armas da Beira, cargo em que obteve vários sucessos, nomeadamente a conquista da cidade de Castelo Branco, que havia sido ocupada pelos espanhóis. Nomeado generalíssimo dos exércitos aliados, apoderou-se de Madrid em 1706, mas veio a ser derrotado em Almanza (1707).

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

Cartógrafo (Lisboa, 1684 – Góias, 1748). Em 1701 tornou-se jesuíta. Leccionou Humanidades e Filosofia na Universidade de Évora e Matemática no Colégio de Santo Antão. Foi nomeado geógrafo régio e por ordem de D. João V, em 1729, seguiu para o Brasil com Domingos Capassi, estando incumbidos de traçar mapas. A eles se deve o primeiro levantamento das latitudes e longitudes de uma vasta parte do território brasileiro.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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