Foi primeiro conde D. Diogo de Sousa (1755-1829), doutorado em Matemática pela Universidade de Coimbra, antes de seguir a carreira das armas, iniciada em 1778. Era governador e capitão-general de Moçambique em 1793. Cinco anos depois passou a governador do Maranhão, cargo em que se distinguiu de tal forma que foi nomeado membro do Conselho Ultramarino. Em 1807, já coronel, foi incumbido de organizar uma nova capitania em Rio Grande do Sul, onde fundou as vilas de São Pedro e Rio Pardo. Em 1816 foi nomeado vice-rei da Índia. Ali reinava então alguma anarquia, a que D. Diogo de Sousa conseguiu pôr cobro. Naquele território criou a Escola Médico-Cirúrgica de Nova Goa e a Academia Militar. Em 1821, após ter chegado à Índia a notícia da vitória do movimento de 1820, ocorreram revoltas que culminaram com a deposição de D. Diogo de Sousa. Apresentou então a documentação à Junta Provisional do Governo, formada no dia em que foi deposto. Porém, quando chegou a notícia de que D. João VI regressara a Lisboa, D. Diogo de Sousa acabou por pedir à Junta permissão para prestar juramento à Constituição e às Cortes. De volta a Lisboa manteve-se afastado da vida pública até que, em 1824, foi nomeado Conselheiro de Guerra e um ano depois presidente do Conselho Ultramarino. Em 1828, quando D. Miguel se proclamou rei, D. Diogo de Sousa aderiu às ideias absolutistas, tendo sido designado ministro da Guerra e mais tarde conselheiro de Estado. Morreu pouco depois. O título foi-lhe concedido por D. João, príncipe-regente, por decreto datado de 29 de Julho de 1815.

(via “História de Portugal – Dicionário de Personalidades” (coordenação de José Hermano Saraiva), edição QuidNovi, 2004)

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